As ondas de calor têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil e no mundo, aparecendo com destaque em alertas meteorológicos e notícias recentes. Registros de temperaturas acima da média histórica vêm chamando a atenção de autoridades e especialistas em saúde e clima.
Um exemplo recente, conforme aponta a CNN Brasil, é o Rio de Janeiro, que registrou 40,8 °C já em 2026. Durante três dias consecutivos, a cidade atingiu picos de calor em excesso, quebrando recordes.
Essa realidade se estende para outras regiões. Nos últimos anos, diferentes locais do país enfrentaram dias consecutivos de calor intenso, afetando a rotina da população. Em dias assim, tarefas simples podem se tornar mais cansativas, aumentando o desconforto e os riscos à saúde.
Nesse contexto, os cuidados no verão — e em outros períodos de altas temperaturas — passam a ser essenciais para reduzir os impactos do calor no organismo. A adoção de hábitos preventivos ajuda a evitar sintomas associados ao calor excessivo, especialmente entre pessoas mais vulneráveis.
Ao longo deste artigo, você vai entender melhor o que são ondas de calor, suas causas, por que estão mais comuns e quais são seus principais impactos. Também compreende práticas para amenizar os sintomas e lidar melhor com períodos de altas temperaturas. Continue a leitura e confira!
Segundo o Ministério da Saúde, ondas de calor são períodos caracterizados por temperaturas extremamente elevadas, que permanecem acima da média esperada para uma determinada região por vários dias consecutivos. Trata-se de um fenômeno climático reconhecido por órgãos oficiais de monitoramento.
A Organização Meteorológica Mundial afirma, ainda, que uma onda de calor ocorre quando as temperaturas permanecem anormalmente elevadas por vários dias consecutivos, geralmente acima dos valores climatológicos habituais para aquela localidade
Logo, é válido ressaltar que uma onda de calor não se define apenas por um dia muito quente. Ela envolve a persistência do calor intenso ao longo do tempo, dificultando o resfriamento natural do ambiente, inclusive durante a noite, quando as temperaturas costumam cair.

Esses eventos de calor em excesso podem ocorrer em diferentes regiões do mundo, inclusive no Brasil, e variam conforme fatores como localização geográfica, estação do ano e condições atmosféricas. Geralmente, áreas urbanas tendem a registrar temperaturas ainda mais elevadas devido à concentração de concreto e asfalto.
As ondas de calor estão associadas a padrões atmosféricos que favorecem a permanência de temperaturas elevadas por vários dias consecutivos. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), esses eventos ocorrem quando há predomínio de tempo seco, forte insolação e pouca circulação de ventos.
Um dos principais fatores apontados pelo INMET é a atuação de sistemas atmosféricos estáveis, que dificultam a formação de nuvens e reduzem a entrada de frentes frias. Nessas condições, o ar quente permanece concentrado próximo à superfície, elevando as temperaturas de forma persistente.
De forma didática, esses sistemas estão ligados ao aumento da pressão em níveis médios da atmosfera. Basicamente, o ar desce, aquece e inibe a formação de nuvens, favorecendo dias consecutivos de temperaturas elevadas.
Esse padrão atmosférico também dificulta a renovação do ar e o resfriamento noturno, contribuindo para a continuidade do evento. Como resultado, períodos prolongados de calor em excesso se tornam mais frequentes.
De acordo com o Ministério da Saúde, as ondas de calor costumam ocorrer em contextos de baixa umidade do ar e temperaturas acima da média esperada para a estação. Juntos, esses fatores climáticos ajudam a explicar por que o fenômeno pode durar vários dias ou até semanas.
Diante desse cenário, é fundamental se atentar aos cuidados no verão, sobretudo durante episódios prolongados de altas temperaturas. Assim, evita impactos à saúde que podem ser causados devido ao calor elevado.
As ondas de calor extremo têm se tornado mais frequentes e intensas em todo o mundo, incluindo no Brasil. A principal causa é o aquecimento global, que eleva a temperatura média do planeta e altera os padrões climáticos.
Segundo o Governo Federal, o aquecimento global está por trás do aumento na frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, porque níveis mais altos de gases de efeito estufa na atmosfera retêm mais calor e aquecem a superfície terrestre.
Logo, o aquecimento global não apenas aumenta a média de temperatura, mas também eleva a probabilidade de eventos extremos, intensificando episódios de calor prolongado.
Dados analisados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação mostram que o número de dias com ondas de calor cresceu significativamente nas últimas décadas no Brasil. Isso reflete mudanças observadas no clima, que tornam mais comuns os períodos prolongados de altas temperaturas em diversas regiões.
De acordo com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, eventos climáticos extremos, como as ondas de calor, geram mais do que impactos ambientais: eles afetam a saúde física e mental da população.
Em períodos de ondas de calor extremo, o organismo é submetido a um esforço maior para manter o equilíbrio térmico, o que pode aumentar o desconforto e favorecer sintomas relacionados às altas temperaturas. Por isso, adotar estratégias para amenizar esses efeitos se torna uma medida essencial no dia a dia.
Pensando nisso, a seguir, você confere dicas de como se refrescar no calor. Com elas, você conseguirá reduzir os impactos das altas temperaturas e tornar esse período mais seguro e confortável. Confira!
Manter a casa fresca durante períodos de altas temperaturas ajuda a reduzir o desconforto e a sobrecarga térmica no dia a dia. Sempre que possível, o uso de ventiladores ou ar-condicionado pode contribuir para como aliviar o calor, especialmente nos horários mais quentes.

Para quem não dispõe de ar-condicionado, pequenas mudanças fazem diferença. Manter janelas e cortinas fechadas durante o dia, principalmente quando o sol incide diretamente, ajuda a evitar que o ambiente aqueça ainda mais.
À noite ou nas primeiras horas da manhã, vale abrir portas e janelas para favorecer a ventilação natural. Esse cuidado permite a troca do ar quente por ar mais fresco, reduzindo a sensação térmica dentro de casa.
Outra prática acessível é priorizar lâmpadas de LED e desligar aparelhos eletrônicos quando não estão em uso. Esses equipamentos emitem calor e podem elevar a temperatura dos ambientes fechados.
Se possível, utilizar panos úmidos próximos a janelas e recipientes com água também pode ajudar a refrescar o ambiente. Com essas alternativas simples, você consegue deixar a casa mais confortável durante dias quentes.
Durante períodos de temperaturas elevadas, adotar medidas simples ajuda a reduzir a exposição direta ao sol e a sensação térmica. Por exemplo, buscar áreas cobertas, arborizadas ou com sombra já contribui para minimizar o impacto do calor no corpo.
Ao sair de casa, o uso de bonés, chapéus ou até sombrinhas pode ajudar a bloquear a radiação solar direta, principalmente na região da cabeça e do rosto. Além disso, sempre que possível, prefira caminhar pela sombra e evite permanecer exposto ao sol por longos períodos.
Outra orientação importante é evitar atividades ao ar livre nos horários em que o sol está mais intenso, geralmente entre o fim da manhã e o meio da tarde. Planejar deslocamentos para horários mais amenos ajuda a reduzir o desgaste físico.
Essas atitudes simples são especialmente relevantes durante ondas de calor, quando as temperaturas permanecem elevadas por vários dias consecutivos. A atenção aos hábitos cotidianos faz diferença para enfrentar esse período com mais conforto e segurança.
Protetor solar é uma das medidas mais importantes entre os cuidados no verão, especialmente em dias com calor em excesso. Conforme aponta o Governo do Estado do Rio de Janeiro, recomenda-se o uso de filtro solar todos os dias, inclusive em períodos nublados, para proteger a pele dos raios ultravioletas que podem causar queimaduras e outros danos à saúde.
Para enfrentar o sol com mais segurança, a Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda o uso de protetor solar com FPS mínimo de 30, de amplo espectro (que protege contra UVA e UVB), reaplicado a cada duas ou três horas ou após contato com água e suor.
Ao aplicar o protetor solar, não esqueça de braços, pernas, costas e outras partes do corpo expostas ao sol, além do rosto e pescoço, pois essas áreas também recebem radiação solar intensa.
Durante ondas de calor, especialmente quando as temperaturas permanecem elevadas ao longo do dia, ficar em casa pode ajudar a reduzir a exposição direta ao sol e o desgaste físico. Por isso, se houver a possibilidade, permanecer em ambientes mais frescos é uma medida preventiva importante.
Para quem precisa sair para trabalhar ou cumprir compromissos essenciais, vale observar os horários mais quentes do dia e, se possível, evitá-los. Em alguns casos, conversar com lideranças ou responsáveis sobre ajustes de horário pode ser uma alternativa para diminuir a exposição ao calor intenso.
Caso, ainda assim, você precise sair nos picos de temperatura, coloque seu o foco em como lidar com o calor da forma mais segura possível, respeitando sua rotina e contexto.
Nesses casos, é válido tentar ao máximo ficar na sombra, usar roupas leves e protetor solar e sair de boné ajuda a reduzir os efeitos do calor. Além disso, fique atento aos sinais do corpo e faça pausas sempre que possível.
Manter uma boa hidratação é uma das principais formas de ajudar o corpo a enfrentar as altas temperaturas. De acordo com o Ministério da Saúde, a recomendação geral para adultos saudáveis varia em torno de 2 a 3 litros de água por dia, podendo variar conforme peso, idade e até atividade física praticada.

Segundo O Globo, uma forma simples de estimar a quantidade ideal é considerar cerca de 35 ml de água por quilo de peso corporal ao dia. Assim, uma pessoa de 60 kg, por exemplo, precisaria consumir em média 2,1 litros diariamente, ajustando esse valor em dias mais quentes ou com maior esforço físico.
Durante períodos de calor intenso, a perda de líquidos pelo suor aumenta, o que torna ainda mais importante beber água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede. Essa prática contribui diretamente para como se refrescar no calor e manter o equilíbrio do organismo.
Para facilitar o consumo, vale manter sempre uma garrafa de água por perto, seja em casa, no trabalho ou durante deslocamentos. Estabelecer lembretes no celular ou associar o hábito a atividades rotineiras também pode ajudar.
Além da água, bebidas naturais e alimentos ricos em líquidos, como frutas, podem complementar a hidratação diária. O mais importante é criar uma rotina que garanta ingestão frequente e distribuída ao longo do dia.
Tomar banhos com água mais fresca ou usar compressas de água fria pode ajudar o corpo a se resfriar gradualmente em dias de temperatura elevada, pois a água na pele facilita a transferência de calor para o ambiente, auxiliando a manter a temperatura corporal mais confortável.
A própria Organização Mundial da Saúde recomenda usar banhos com água fresca ou fria como forma de resfriar o corpo durante ondas de calor, pois essa medida ajuda a reduzir a temperatura da pele e proporciona sensação de alívio térmico.
O tipo de tecido influencia diretamente na forma como o corpo regula a temperatura. Materiais que permitem maior ventilação facilitam a evaporação do suor, ajudando o organismo a se resfriar de maneira mais eficiente em dias quentes.
Em períodos de calor, o ideal é optar por tecidos naturais e leves, como algodão, linho e viscose, além de roupas mais soltas e de cores claras, que absorvem menos calor. Essas escolhas contribuem na hora de entender como amenizar o calor no dia a dia.
Por outro lado, tecidos sintéticos mais grossos ou roupas muito justas tendem a reter calor e dificultar a transpiração. Sempre que possível, evitá-los ajuda a manter mais conforto térmico ao longo do dia.
O conforto durante o sono também depende dos materiais que entram em contato com a pele. Em noites mais quentes, tecidos adequados ajudam o corpo a liberar calor e reduzem a sensação de abafamento, favorecendo um descanso melhor mesmo em períodos de ondas de calor.
Lençóis de fibras naturais, como algodão, percal e linho, são mais indicados por facilitarem a ventilação e a absorção do suor. Esses tecidos contribuem para manter a cama mais fresca ao longo da noite.
Já materiais sintéticos, como poliéster e microfibra, costumam reter calor e umidade. Evitá-los em dias quentes pode fazer diferença no conforto térmico e na qualidade do sono.
Em dias muito quentes, o ideal é evitar sair ou realizar atividades físicas nos horários em que o sol está mais forte, geralmente entre o fim da manhã e o meio da tarde. Nesse período, a sensação térmica costuma ser mais elevada e o desgaste do corpo aumenta.
Sempre que possível, dê preferência aos horários mais amenos, como o início da manhã ou o fim da tarde e começo da noite. Organizar compromissos e deslocamentos nesses momentos ajuda a aliviar o calor em excesso de forma mais segura e confortável.
Quando não for possível mudar a rotina, vale fazer pausas durante o cronograma do dia, buscar locais sombreados e reduzir o ritmo das atividades. Afinal, pequenos ajustes no planejamento já contribuem para diminuir o impacto do calor.
Durante ondas de calor, o organismo trabalha mais para regular a temperatura corporal, e a digestão de refeições pesadas pode aumentar a sensação de desconforto. Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, alimentos naturais e minimamente processados favorecem o bom funcionamento do corpo, especialmente em condições ambientais adversas.

Refeições muito gordurosas ou ricas em açúcar exigem mais esforço digestivo, o que pode elevar a sensação de calor e causar mal-estar. Por isso, em dias quentes, a recomendação é optar por opções de fácil digestão e com maior quantidade de água.
Entre os alimentos mais indicados estão frutas, legumes, verduras, saladas, sucos naturais, iogurtes e refeições leves, como grelhados e preparações cozidas.
Já alimentos ultraprocessados, frituras, carnes muito gordurosas e refeições excessivamente condimentadas tendem a dificultar a digestão e aumentar a sensação térmica. Por isso, reduzir o consumo desses itens pode contribuir para mais conforto ao longo do dia.
Manter uma alimentação equilibrada e adaptada ao clima é uma estratégia simples, mas eficaz, para lidar melhor com períodos prolongados de altas temperaturas e preservar o bem-estar.
Durante períodos de ondas de calor extremo, algumas pessoas enfrentam mais dificuldades para se proteger das altas temperaturas. Idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas e quem vive em situação de vulnerabilidade social podem precisar de apoio adicional nesses momentos.
Ajudar pode envolver ações simples, como oferecer água, verificar se a pessoa está se alimentando e se mantendo hidratada, ou auxiliar no acesso a ambientes mais frescos e ventilados. Em comunidades, compartilhar informações sobre cuidados básicos e sinais de alerta também faz diferença.
Esse tipo de apoio contribui para reduzir riscos associados ao calor intenso e reforça a importância do cuidado coletivo. Afinal, pequenas atitudes ajudam a proteger quem tem menos recursos para enfrentar períodos prolongados de altas temperaturas.
Segundo o Ministério da Saúde, alguns grupos são mais suscetíveis a mal-estar durante ondas de calor. Entre eles estão idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas e quem faz uso contínuo de medicamentos.
Pessoas com problemas cardíacos, respiratórios, renais ou diabetes também podem ter seus quadros agravados em períodos prolongados de altas temperaturas, exigindo atenção redobrada.
De acordo com o UNICEF Brasil, bebês e crianças pequenas correm riscos maiores porque o organismo ainda não regula a temperatura corporal de forma eficiente, o que aumenta a vulnerabilidade às altas temperaturas.
A organização alerta ainda que o calor extremo pode impactar o bem-estar físico e emocional de crianças e adolescentes, afetando alimentação, sono e capacidade de concentração.
Para esses grupos, as principais orientações incluem manter hidratação frequente, buscar ambientes frescos, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e procurar atendimento de saúde diante de sinais de mal-estar.
Os sintomas de calor excessivo podem variar de leves a mais intensos, dependendo do tempo de exposição às altas temperaturas e das condições de saúde da pessoa. Segundo o Ministério da Saúde, esses sinais indicam que o corpo está com dificuldade para regular a própria temperatura. São eles:
Esses sinais costumam melhorar com medidas simples, como hidratação frequente, repouso e permanência em locais frescos e ventilados. Reduzir a exposição ao sol e interromper atividades físicas também ajuda na recuperação inicial.
Conhecendo os sintomas que o calor pode causar, se o mal-estar persistir ou se intensificar, é fundamental procurar atendimento médico. A avaliação profissional é importante para evitar complicações e garantir a segurança da pessoa exposta ao calor intenso.
As ondas de calor afetam não apenas a saúde individual, mas também a dinâmica social, econômica e ambiental. Entre os principais impactos associados às altas temperaturas, destacam-se:
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