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O que é IA responsável e quais seus princípios?

De acordo com a CNN Brasil, em 2024, 72% das empresas ao redor do mundo utilizam inteligência artificial em seus processos. Conforme a presença dela nas organizações cresce, se torna importante falar sobre IA responsável e como utilizá-la da melhor forma.

Atualmente, o conceito de inteligência artificial já é bastante conhecido. Se trata de um sistema inteligente o bastante para raciocinar, aprender e atuar de maneira semelhante à humana. 

As inteligências artificiais mais atuais são as generativas, que fornecem respostas de acordo com as solicitações das pessoas. As mensagens criadas pela IA são baseadas em bibliotecas de informações e até no autoaprendizado da ferramenta.

Alguns exemplos, presentes no dia a dia das empresas, são o Chat GPT (da OpenAI) e o Gemini (da Google). No entanto, existem cada vez mais opções, com diferentes funções (como gerar imagens, criar áudios e até construir vídeos).

A novidade está no termo IA responsável. Virginia Dignum, autora do livro “Responsible Artificial Intelligence” (em tradução livre, “Inteligência Artificial Responsável), afirma que a expressão se refere ao ato de responsabilização, por parte das pessoas, sobre o poder que a inteligência artificial possibilita.

Segundo Virginia, compreender o que é a IA responsável vai além de desenvolver sistemas da maneira correta, com base em princípios éticos. É preciso que eles sejam criados por uma boa causa, de forma que as consequências do uso da inteligência artificial também sejam ponderadas.

Nesse sentido, é preciso pensar sobre como o uso de inteligência artificial reflete em questões sociais, ambientais e econômicas. Da concepção à utilização, a IA responsável precisa ser levada em consideração.

Em diversos países, já existem leis que definem o uso responsável de inteligência artificial. No Brasil, o Projeto de Lei nº 2328, de 2023, busca definir as melhores práticas para utilização das ferramentas de IA de maneira ética. As principais delas são:

  • Uso de IA com foco no ser humano;
  • Uso de IA com respeito aos direitos humanos e aos valores democráticos;
  • Uso de IA com foco em proteção do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável;
  • Uso de AI sem desigualdade e discriminização, respeitando a pluralidade e os direitos trabalhistas;
  • Uso de IA com foco em inovação e desenvolvimento tecnológico;
  • Uso de IA com foco em inovação e pesquisa, para estimular o desenvolvimento nos setores produtivos e públicos;
  • Uso de IA com acesso à informação, à educação e à conscientização sobre a utilização.

Conhecendo mais sobre o que é a IA responsável, é possível compreender, ainda, a melhor maneira de utilizá-la dentro da sua empresa. Dessa forma, pode criar manuais de melhores práticas e indicações.

Abaixo, você confere quais são os princípios da IA responsável, dicas de uso da inteligência artificial com ética, para inserir na sua empresa, e exemplos de ferramentas desenvolvidas com base nesses preceitos. Continue a leitura e confira!

Quais os princípios da IA responsável?

Para construir uma inteligência artificial com responsabilidade, existem princípios que devem ser levados em consideração pelos desenvolvedores. Conhecê-los é uma forma de analisar as IAs, para identificar se elas realmente estão alinhadas com questões éticas.

Equipe de trabalho sentada em uma mesa, em frente a notebooks.
Os princípios da IA responsável garante o desenvolvimento ético das ferramentas.

Para isso, pode fazer pesquisas sobre a ferramenta. Ademais, pode utilizá-la e fazer testes, para garantir que os princípios da IA responsável estão sendo seguidos. Na prática, utilizar a inteligência artificial com ética é uma forma de ter mais produtividade, ao mesmo tempo que zela pela segurança da empresa.

De acordo com grandes marcas de tecnologia, como Microsoft e Amazon, ao todo, são 12 princípios de IA responsável, que constroem uma ferramenta que de fato respeite os usuários e traga melhorias para os seres humanos. Saiba mais abaixo!

1. Imparcialidade

A imparcialidade no desenvolvimento da IA responsável existe para que a tecnologia funcione sem tomar ideologias, partidos e opiniões para si. Basicamente, define que a inteligência artificial deve atuar de forma neutra, sem tomar lados.

Ao ser questionada sobre “qual o melhor time de futebol”, por exemplo, a IA deve analisar os diferentes fatores e comunicá-los à pessoa, ao invés de simplesmente afirmar que é determinado clube.

Isso pode ser aplicado em diferentes funções, desde tarefas da empresa até questões pessoais. Dessa forma, a IA atua de forma neutra, para que você tenha acesso à informação e, com base em dados, tome suas decisões.

Ser imparcial é importante para que você, como pessoa que utiliza a IA responsável, seja a tomadora de decisão. Assim, a ferramenta funciona como uma viabilizadora, facilitando o acesso a informações confiáveis, por exemplo.

2. Explicabilidade

Este princípio se relaciona com a habilidade da inteligência artificial em explicar qual seu processo para tomada de decisão e quais suas fontes de dados para quem está utilizando. É fundamental para que você consiga se certificar de que as fontes são confiáveis.

Para trabalhar ao lado dos seres humanos, a IA responsável dá controle ao usuário. E isso implica em ter visibilidade sobre qual base de dados a ferramenta está consultando na hora de te responder.

Algumas tecnologias, como a Perplexity, inserem legendas na respostas, que informam qual a fonte da informação. Logo, podem ser boas opções para garantir que de fato a resposta fornecida é embasada, assim como evitar interpretações equivocadas.

No trabalho, é importante contar com inteligências artificiais de confiança, que permitam consultas e expliquem qual a fonte da informação. Dessa forma, é possível garantir que está trabalhando com dados que são realmente fundamentados.

3. Privacidade e segurança

A privacidade e a segurança são princípios fundamentais da IA responsável. Eles asseguram que suas informações não serão vazadas e nem que seus dados serão utilizados no treinamento da ferramenta.

Ademais, garantem a diminuição de ataques cibernéticos e tornam o uso da tecnologia mais tranquilo, afinal, você terá certeza de que estará utilizando uma ferramenta que não apresenta riscos para sua empresa.

Homem de camisa branca trabalhando em frente ao notebook.
É importante que a IA seja segura para que você conte com sistemas confiáveis no trabalho.

Uma IA que preza pela privacidade não irá solicitar dados pessoais, terá códigos de segurança, criptografará conversas e não irá coletar dados que possam trazer riscos à sua empresa ou a você mesmo.

Já segurança significa estar preparada para barrar ataques cibernéticos, ao mesmo tempo que diminui a possibilidade de instalação vírus, além de não fornecer respostas perigosas ou violentas. 

Logo, são princípios importantes para um bom uso da inteligência artificial, principalmente dentro das empresas. Afinal, as organizações possuem dados sensíveis, que pessoas de fora não podem ter acesso.

4. Controlabilidade

Este princípio da IA responsável se refere ao nível de controle dado às pessoas durante o uso da inteligência artificial. Basicamente, estabelece que você é quem deve determinar como a interação acontece, de forma que consiga orientar o melhor uso.

Dessa forma, é possível monitorar e orientar o comportamento da inteligência artificial, para que suas necessidades sejam atendidas da melhor forma pela tecnologia. É por meio do controle que você direciona qual resposta da IA é a ideal.

Sem controle, a inteligência artificial pode apresentar comportamentos inadequados e que não atuem para o bem-estar das pessoas.

5. Veracidade e robustez

Para entender o que é IA responsável, é fundamental conhecer os pilares da veracidade e da robustez. Afinal, são eles que definem que as respostas da inteligência artificial sejam baseadas em dados realidades e apresentem completude.

A veracidade, basicamente, se relaciona com o nível de verdade por trás das informações dadas pela inteligência artificial. É preciso que o banco de dados que alimenta a tecnologia seja de confiança, para evitar falsas alegações.

Já a robustez remete à profundidade das respostas dadas pela IA. Para serem de fato úteis, precisam ser elaboradas e completas, mesmo que os comandos das pessoas não sejam tão bem estruturados.

Logo, deve ser parte do funcionamento da IA responsável o zelo pela compreensão dos usuários. A tecnologia precisa buscar compreender o que você realmente necessita, para entregar respostas úteis.

Estes pilares funcionam de maneira conjunta, como uma forma de garantir o melhor funcionamento da inteligência artificial.

6. Governança

A governança estabelece que a IA responsável deve ser monitorada constantemente, conforme é utilizada, para evitar falhas e problemas de uso. Para além disso, os desenvolvedores devem prever possíveis erros, para saná-los com antecedência. Dessa forma, sua experiência utilizando a inteligência artificial sempre será positiva. 

Este princípio também estabelece que os provedores e responsáveis pelo desenvolvimento da IA devem ser informados para as pessoas. Assim, em casos de necessidade, você pode abrir contato com a empresa em questão.

7. Transparência

Para que seja uma IA responsável, é preciso que a maneira como a tecnologia funciona seja aberta para todas as pessoas que precisam desta informação, o que inclui você, como um usuário da inteligência artificial.

Mulher usando a IA responsável no trabalho, com colegas ao lado.
A transparência garante que você terá visibilidade sobre o funcionamento da IA responsável.

É fundamental que você compreenda o funcionamento da IA, como ela toma decisões e com base em quais informações as respostas são geradas. Assim, você entende porque a inteligência artificial se comporta de determinada maneira.

O princípio da transparência é, inclusive, estabelecido em projetos de leis ao redor do mundo. No Brasil, faz parte do Projeto de Lei nº 2328, de 2023.

8. Promoção da autonomia humana

Para que funcione de forma responsável, é importante que a inteligência artificial trabalhe ao lado das pessoas, dando a você controle e autonomia durante o uso. Em outras palavras, deve funcionar conforme seus estímulos, sem operar sozinha.

Falar sobre autonomia humana implica, ainda, em citar a relevância do uso da IA responsável para promoção do avanço focado em pessoas. É importante que a tecnologia trabalhe ao seu lado, para que você consiga atingir seus objetivos.

Logo, se trata da inteligência artificial trabalhando junto das pessoas, para que atividades rotineiras sejam minimizadas. Dessa forma, você ganha tempo para outras demandas. No trabalho, por exemplo, a IA permite uma atuação mais estratégica ao otimizar o tempo.

Outro termo que se relaciona com a promoção da autonomia humana é o human in the loop. De acordo com o Google Cloud, ele se refere a uma abordagem colaborativa entre pessoas e inteligência artificial.

Neste contexto, os humanos participam de forma ativa do treinamento, da avaliação e da operação da IA responsável. Dessa forma, é possível melhorar a precisão da tecnologia, a confiabilidade e até a adaptabilidade do sistema de acordo com as suas necessidades.

9. Fomento do bem-estar, da segurança e do interesse público

Ao promover o bem-estar, a segurança e o interesse das pessoas, a IA responsável garante que será de fato uma aliada do seu dia a dia. No que tange qualidade de vida, a inteligência artificial pode facilitar acesso a informações, diminuir tarefas manuais e muito mais.

A promoção da segurança também é importante. Novamente, se refere ao quão seguro é o uso da inteligência artificial, tanto por se basear em dados confiáveis quanto por garantir o cuidado com suas informações pessoais durante o uso.

Por fim, o fomento ao interesse público remete ao bom funcionamento da IA na hora de atingir seus objetivos. É uma maneira de retomar como a tecnologia pode ser uma grande aliada, quando utilizada com consciência e de forma adequada.

10. Promoção da responsabilidade e da prestação de contas

A IA responsável é desenvolvida com base em princípios éticos, respeitando os direitos humanos e prezando pelo bem-estar das pessoas. Portanto, compreende que as respostas dadas pela tecnologia podem impactar a vida dos usuários e cuidam para que não causem problemas.

Além disso, a inteligência artificial precisa prestar contas sobre uso, funcionamento e estrutura da empresa desenvolvedora. Você deve ter o direito de acompanhar as informações sobre a tecnologia e como ela está sendo desenvolvida.

11. Garantia de equidade e inclusão

Este princípio define que a IA responsável deve ser desenvolvida respeitando os direitos humanos e levando em consideração as diversidades existentes na sociedade ao dar respostas.

As informações cedidas pela inteligência artificial devem focar em justiça e inclusão, sem diferenciar raça, gênero, faixa etária, situações econômicas e outros fatores que podem atravessar a sua criação de identidade.

Mais do que ser inclusiva, a IA também precisa prezar pela equidade. Este termo se refere à prática de compreender que as pessoas não são todas iguais e, a partir das diferenças individuais, adaptar o discurso e as atitudes.

No caso da IA responsável, a tecnologia deve minimizar distâncias entre ela e as pessoas, para que consiga ser utilizada por qualquer um, independentemente dos fatores que te constituem.

12. Promoção da responsividade e da sustentabilidade

Por fim, este princípio se relaciona com a responsividade e a sustentabilidade da inteligência artificial. O primeiro termo se refere à habilidade da tecnologia em construir as respostas, de acordo com as suas solicitações.

Mulher olhando para o notebook durante o trabalho.
Ao ser responsiva, a IA responsável zela para que suas necessidades sejam atendidas.

Ser responsiva, portanto, significa conseguir atender suas demandas. Já a sustentabilidade se vincula à relação da IA responsável com os recursos humanos. Logo, deve prezar pela manutenção e preservação do meio ambiente.

Na prática, o desenvolvimento da IA precisa cuidar do consumo de recursos e do impacto ambiental que pode causar. Ademais, deve focar em resolver possíveis questões climáticas, com tecnologias específicas para monitoramento de clima e otimização dos setores de serviço (como a agricultura ou a indústria).

Como usar a IA com responsabilidade?

Agora que você já sabe o que é a IA responsável e quais seus princípios, é o momento de se aprofundar nas maneiras com que a tecnologia pode ser utilizada no dia a dia de trabalho de forma ética.

Assim, garante que ela trabalhará ao lado dos colaboradores, aumentando a performance, otimizando tempo e diminuindo custos. Ao mesmo tempo, tudo isso acontecerá de forma responsável e sem impactos negativos no negócio.

Tenha princípios para uso de IA

Esta é uma das ações mais importantes para que a IA responsável seja parte da empresa. Os princípios de um uso são documentados e compartilhados com todos os colaboradores, para que eles tenham orientação sobre como a inteligência artificial pode ser utilizada no dia a dia.

É importante que o documento aborde situações em que o uso da IA é adequado, em quais é apenas indicado e quais são estritamente proibidos. Dessa maneira, todas as pessoas estarão cientes sobre as melhores práticas da sua organização.

Além disso, em casos de dúvidas, os colaboradores podem acessar o documento, o que diminui as chances de erros. Indicar quais ferramentas de inteligência artificial podem ser utilizadas e quais devem ser evitadas também é uma boa ideia.

Em resumo, este documento precisa descrever princípios, boas práticas de uso, indicações de não utilização e outras informações que desenvolvam a IA responsável dentro da empresa.

Realize treinamentos e capacitações

A partir do documento de princípios de uso da IA responsável, é importante estruturar treinamentos e capacitações para que os colaboradores fiquem alinhados sobre as boas práticas de utilização.

É válido, ainda, investir em outros treinamentos, sobre o próprio uso da inteligência artificial. Além disso, sugira possíveis tarefas que podem ser realizadas via IA, para que o time entenda a aplicação e busque otimizar as demandas.

Rotineiramente, é interessante refazer as capacitações, para que os colaboradores tenham sempre em mente como utilizar a inteligência artificial de forma responsável. Assim, diminui chances de erros e de problemas por uso indevido.

Mantenha acompanhamento humano

O grande potencial da IA responsável está na conexão entre tecnologia e pessoas. É o acompanhamento humano quem define a assertividade das respostas da inteligência artificial e como ela realmente atende as necessidades do dia a dia.

Mesmo que a tecnologia consiga operar sozinha, é importante que frequentemente os colaboradores verifiquem como está sendo o funcionamento dela. Dessa forma, consegue corrigir situações e garantir uma atuação efetiva por parte da IA.

Novamente, o conceito de human in the loop se torna relevante. Ao trabalhar de forma colaborativa, unindo pessoas ao potencial da inteligência artificial, você consegue realizar feedbacks sobre o funcionamento da tecnologia, orientar o melhor uso, melhorar a precisão, garantir mais confiabilidade e adaptar a IA para atender de maneira assertiva suas necessidades.

É sempre relevante mencionar que a inteligência artificial não visa substituir as pessoas dentro da operação. A ideia é que ela trabalhe junto dos colaboradores, facilitando a rotina e possibilitando ações mais estratégicas.

Não compartilhe dados e informações sigilosas

Por mais que, durante o desenvolvimento, os responsáveis tomem cuidados para que a IA responsável seja segura, é interessante evitar compartilhar informações sigilosas com a tecnologia.

Homem com uma mão no teclado do notebook.
Evite compartilhar dados pessoais e sigilosos com a IA, para ter mais segurança durante o uso.

Dados da própria empresa (como o caixa) ou informações pessoais (como CPF) devem ser tratados com cuidado. Dessa forma, você garante mais uma camada de segurança para toda a operação.

Nos treinamentos e capacitações realizados com a equipe, as medidas de segurança durante o uso da inteligência artificial devem ser frisadas. Insira, também, nos princípios de utilização da empresa.

Verifique a confiabilidade da IA

Por fim, antes de inserir a IA na sua operação, é importante pesquisar sobre a confiabilidade da tecnologia. Pesquise pela marca no Google junto de palavras como “vazamento de dados”, “banco de dados” e “problemas de uso”.

Essa prática pode ajudar a mapear problemas e erros antes da utilização por meio de relatos de outros usuários. Dessa forma, você cria mais uma camada de segurança, ao contar com uma IA responsável que realmente seja de confiança.

Inserir boas práticas de uso e contar com tecnologias confiáveis é a melhor forma de realmente trabalhar de maneira responsável com a inteligência artificial. Dessa forma, os colaboradores poderão utilizar a tecnologia devidamente, ao mesmo tempo que conseguem trabalhar com mais bem-estar.

Exemplos de uso responsável da IA

Cada vez mais, a IA responsável se torna uma preocupação, seja na vida pessoal ou na profissional. Afinal, esta tecnologia está presente em diversas ferramentas, podendo ser utilizada por muitas áreas da empresa, inclusive o RH

Pensando nisso, abaixo, você confere alguns exemplos de inteligências artificiais que funcionam de forma responsável e ética. Confira!

Gemini

Desenvolvido pelo Google, o Gemini é uma ferramenta de chat na qual você faz solicitações à inteligência artificial, e ela responde com os insumos que atendem sua necessidade.

O diferencial da ferramenta está no fato de que, ao gerar as respostas, ela informa cada fonte de informação. Assim, você consegue se certificar de que são dados confiáveis. Geralmente, o Gemini prioriza canais de relevância, como grandes veículos de notícias, artigos científicos e outros sites de referência. 

Outro ponto positivo é que o Gemini pode ser acessado diretamente no Google. Diversas pesquisas, atualmente, são respondidas por esta IA responsável. Assim como no chat, ela informa quais são as fontes de consulta para que a resposta seja gerada.

Perplexity

Assim como o Gemini, a Perplexity é uma ferramenta que funciona como um chat, gerando respostas a partir das suas solicitações. Ela também insere a fonte de dados nas mensagens e pode ser uma boa opção na hora de levantar informações confiáveis.

Print do Perplexity respondendo à pergunta "o uso de IA aumentou no Brasi?"
Interface do Perplexity, exibindo fontes da resposta gerada pela IA responsável.

Outro diferencial é que, conforme você interage com a Perplexity, ela gera uma árvore de perguntas relacionadas com sua solicitação inicial. Dessa forma, você consegue se aprofundar no assunto, ao mesmo tempo que suas necessidades são solucionadas de maneira assertiva.

A ferramenta tem ganhado cada vez mais reconhecimento, justamente por fornecer quais são suas fontes de consulta. Dessa forma, você consegue checá-las.

Programa IA para o Bem de Todos

Desenvolvido pelo Governo Federal em 2024, o Programa IA para o Bem de Todos visa, por meio de ações do próprio Estado:

  • Transformar a vida dos brasileiros por meio de inovações sustentáveis que utilizam inteligência artificial;
  •  Trazer, para o Brasil, uma infraestrutura de tecnologia avançada, com o objetivo de trazer um dos cinco supercomputadores mais potentes do mundo para o país, os quais são alimentadas por tecnologias sustentáveis;
  • Desenvolver tecnologias nacionais, que levem em consideração questões culturais, sociais e linguísticas características do Brasil;
  • Formar, qualificar e capacitar brasileiros no uso de inteligência artificial de maneira qualificada;
  • Promover o Brasil como um protagonista no setor de tecnologia.

Diversos países ao redor do mundo, como EUA, China, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e União Europeia investem, anualmente, bilhões de reais em inteligência artificial. Logo, o foco do governo neste assunto visa promovê-lo dentro do ambiente nacional.

Segundo o documento, a IA para o bem de todos deve ser centrada no ser humano e acessível; orientada para superação de desafios sociais, ambientais e econômicos; fundamentada no direito ao desenvolvimento social; ser transparente, rastreável e responsável; e cooperar globalmente com base em justiça e benefícios comuns.

Os programas governamentais focados em IA são uma excelente forma de prezar pelo uso responsável da ferramenta por todas as pessoas, democratizando o acesso com segurança.

Ana Health

Por fim, o último exemplo de ferramenta que usa a IA responsável é a Ana Health. Focada em saúde integral, a marca utiliza inteligência artificial para aprimorar o cuidado contínuo, transformando conversas com os associados em dados e propondo jornadas personalizadas de saúde.

Justamente por isso, é um excelente exemplo de como a IA pode ajudar pessoas a terem mais bem-estar em sua rotina.

É importante frisar que a inteligência artificial não realiza nenhum atendimento de saúde na Ana Health. Todos eles são feitos por profissionais, sejam eles médicos, enfermeiros, gerontólogos ou psicoterapeutas.

Dessa forma, a tecnologia se alia aos profissionais de saúde para te proporcionar um bom acompanhamento, sem substituir o contato humano fundamental para te garantir qualidade de vida.

Para isso, a Ana Health utiliza do human in the loop: sua equipe de saúde trabalha junto da inteligência artificial, para que os atendimentos sejam mais ágeis, personalizados e, claro, promovendo seu bem-estar.

A Ana Health foi reconhecida pelo Estadão como uma empresa que utiliza a inteligência artificial para personalizar a sua relação com sua saúde. Além de usar a IA responsável para customizar atendimentos, os acompanhamentos com profissionais da Ana Health são virtuais, ou seja, podem ser feitos da sua casa.

Por fim, é importante citar que a marca possui equipe de plantonistas disponíveis 24 horas, 7 dias por semana. Assim,  cuida para que você tenha acesso a profissionais qualificados sempre que precisar.

Quer saber mais sobre como a Ana Health usa a IA responsável para auxiliar você, sua família e até sua empresa a ter mais qualidade de vida e bem-estar? Clique na imagem abaixo e confira o site!

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